Educação: reprovada

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

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MINHA HISTÓRIA

MINHA HISTÓRIA

Andréia Aparecida Rodrigues

            Eu era uma menina de oito anos quando fui morar numa fazenda com meus pais e meus seis irmãos, onde meu pai era arrendatário e minha mãe era cozinheira.          

            Eu ia para a escola com meus irmãos, mas era uma escola diferente, não havia escola bonita como as de hoje. Na verdade, era uma casa de uma pessoa que só ia lá para passar o fim de semana.A professora, que era uma pessoa tão boa, que saía da casa dela no Linhares para ir ao interior só para dar aulas para a gente. Ela ia de moto.

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O Olhar

O OLHAR

Quando me detenho frente ao outro, fico a observar atento e atônito. Algo que é perto, algo que é distância, gélido e às vezes fogo intenso: O olhar.

Às vezes simples.

Às vezes engraçado.

Outras tantas delicado.

Alguns irônicos.

Uns daqueles que se acham!

Que medo do olhar pergunta!? Sem formulação, sem intenção, não há uma boa intenção, quando o percebemos! Percebemos um sarcasmo, um desejo de zombar de nós.

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Quem precisa saber escrever?

QUEM PRECISA SABER ESCREVER?

Texto extraído da Revista “O Globo”, publicado em 15/5/05.

Autora: Martha Medeiros

Recebo e-mails de pessoas com idades e profissões diversas. Outro dia, chegou a mensagem de um sujeito muito gentil, fazendo comentários elogiosos à coluna. Cometeu alguns erros gramaticais comuns, como acontece com meio mundo, mas o que me surpreendeu foi que ele se despediu dizendo: “Desculpe por não escrever o português corretamente, mas sabe como é, sou engenheiro.” O raciocínio era que se ele fosse escritor, jornalista ou professor, escrever certo seria obrigatório, mas sendo engenheiro, estava liberado desta fatura.

Assim como ele, inúmeras pessoas acreditam que escrever não está na lista das cem coisas que se deva aprender a fazer direito na vida. Antes de aprender a escrever bem, esforçam-se em aprender a falar inglês fluente, a jogar golfe e a utilizar o hashi num restaurante japonês. Escrever bem? Não parece tão necessário, já que acabamos sendo igualmente compreendidos. “Espero não lhe encomodar com este e-mail, é que fasso jornalismo e queria umas dicas”. O recado foi dado, quem vai negar? 

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