O Olhar

O OLHAR

Quando me detenho frente ao outro, fico a observar atento e atônito. Algo que é perto, algo que é distância, gélido e às vezes fogo intenso: O olhar.

Às vezes simples.

Às vezes engraçado.

Outras tantas delicado.

Alguns irônicos.

Uns daqueles que se acham!

Que medo do olhar pergunta!? Sem formulação, sem intenção, não há uma boa intenção, quando o percebemos! Percebemos um sarcasmo, um desejo de zombar de nós.

 

Olhares sonolentos e preguiçosos. Um olhar fixo e atento, como delícia sobre nossa intimidade. Um olhar pode nos tocar, abraçar, acalentar, dizer mais do que a arte das palavras. 

Um olhar pode ser o tudo. 

Um olhar pode ser o nada.

Triste vazio do nosso encontro. Ausência de nossa intimidade.

Que bom quando podemos olhar, frente a frente, sem medo, sem contar o tempo, arquitetando o momento.

Nos exaurimos ao ponto, de nada mais fazermos, executarmos, movermos...

Agimos apenas com o ato belo e mais sincero, lindo e que transcende:

O olhar.

 

Autor: Simeão Cirino de Paiva – 24 de maio de 2012.

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