Algumas palavras

Dizer que a reflexão sobre o ensino de Língua Portuguesa na contemporaneidade tem sido uma constante por parte de estudiosos das mais variadas correntes de pensamento é correr o risco de ser redundante. Menos necessário, ainda, declinar o sem-número de teorias que pretendem indicar rumos para esse ensino. Então, por onde começar?

Acreditamos que a relação ensino de língua portuguesa/competência discursiva está diretamente vinculada à definição dos objetivos deste ensino, ou seja, afeita às seguintes questões: que concepções de ensino de língua levamos para a sala de aula? Em que elas contribuem para a construção da autonomia discursiva do aluno? E aí, recordamo-nos de um ensaio do linguista Marcos Bagno, na obra Língua Materna: letramento, variação e ensino, que, ao questionar sobre os verdadeiros objetivos do ensino de língua na escola, defende, de maneira loquaz, um ensino de língua que propicie condições para o desenvolvimento pleno de uma “educação linguística escolar”.

Numa análise desatenta, pode-se alegar apenas mudança de nomenclatura, mera substituição de palavras. Todavia, se debruçarmos nosso pensar sobre o termo educação, só por ele já seremos capazes de perceber que a linha que norteia tal proposta recebe matiz diferente. À guisa de recapitulação, Pestalozzi define educação como “o desenvolvimento natural, progressivo e harmonioso de todos os poderes e faculdades do ser”. Alinhavando-se a este conceito o adjetivo linguística rompe-se definitivamente com o ensino de língua que tem por objeto de estudo um continuum de atividades metalinguísticas descontextualizadas, quiçá, num outro espaço diferente daquele habitado pelo falante.

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Que tipo de Leitura faz ou já fez?

A escola é, ou deveria tornar-se, um local privilegiado para diminuir a distância entre os jovens e a leitura.

Essa atividade é necessária e vital na sociedade letrada em que vivemos, portanto, tornar o aluno um leitor proficiente é uma das mais importantes e complexas tarefas a que estão sujeitos a escola e o professor.

Culturalmente, essa empreitada, que é obrigação de pais e de todos os professores, afinal, todos somos educadores que ensinamos e aprendemos usando o mesmo idioma, recai sobre o Professor de Língua Portuguesa.

Se há na escola um responsável pela disciplina Literatura e Redação, a esse profissional cabe mostrar aos alunos que a leitura, além de ser uma atividade reconhecidamente necessária, pode ser uma atividade tão divertida e prazerosa quanto os estímulos virtuais a que estão expostos. O professor dessa disciplina tem um papel central na formação do leitor competindo a esse docente a tarefa de mediar as atividades de leitura de seus alunos.

A primeira preocupação que tenho ao iniciar o trabalho com leitura e escrita em uma turma é conhecer qual o tipo de leitor vou encontrar nesse grupo. Preciso saber, para organizar e planejar meu trabalho, qual o tipo de leitura predomina nesse pequeno universo.

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O tesouro de Caredu

O livro O tesouro de Caredu, de José Maria Pereira Guerra, com ilustrações de João Miranda, é destinado a todos aqueles que desejam viajar por um mundo mágico, em que sonhos e fantasias se realizam. Nas páginas desse livro, o autor, por meio de Caredu, de Caramago, do Mico-Só, e das demais personagens, leva o leitor a descobertas maravilhosas que podem tornar este mundo melhor, mais humano, sem egoísmo. Desse modo, as lições que permeiam a história de Caredu podem ajudar nossas crianças, nossos jovens [e por que não os adultos?] a refletir sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e, enquanto seres humanos em formação, serem capazes de viver em harmonia. (www.lojaeditora.com.br / acessado em 19/7/2012).

O texto acima é o release de Leila Rose M. B. da Silveira Maciel para a aventura do personagem Caredu, criado pelo autor José Maria P. Guerra. A obra conta as aventuras do pequeno caramujo Caredu em busca de um tesouro.

O(s) tema(s), o interessante e caprichado projeto gráfico, a narrativa de aventura e o fato de tratar-se de uma produção local, escrita por um autor de nossa cidade, motivaram a escolha desse livro para ser lido e trabalhado com os alunos no 2º bimestre. 

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O Vovô General e Vovó Vedete

 

Uma sequência didática é “um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um determinado gênero textual oral ou escrito” que tem como finalidade ajudar o aluno a desenvolver melhor o seu texto, “permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação” (Schneuwly e Dolz 2004,p.97).

A sequência textual utilizada em sala de aula foi adaptada de uma proposta que se encontra no livro “Gêneros de Texto no dia a dia do ensino fundamental”, de Ana  Maria de Mattos Guimarães, Daiana Campai-Castilhos e Rafaela Fetzner Drey, Editora Mercado de Letras, Campinas, 2008.

Dentro ainda do domínio do NARRAR, escolhi o gênero Conto de Humor por estar muito próximo do gosto da garotada.

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